sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Jobs criticou Obama em encontro, mas propôs criar campanha de 2012


"Você está caminhando para ter apenas um mandato". Essa teria sido a primeira frase dita por Steve Jobs em encontro com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em 2010, segundo a biografia oficial do confudador da Apple, que chega às livrarias - inclusive no Brasil - na segunda-feira (24).
Apesar de criticar Obama,  e afirmar que não ficou "impressionado" ao conhecê-lo, Jobs se ofereceu para ajudar na criação de peças publicitárias para a campanha de reeleição do presidente democrata, em 2012.
O encontro entre Jobs e Obama quase não aconteceu. Convidado por assessores do presidente, Jobs insistiu que só iria se recebesse uma ligação do próprio presidente. Após pressão de sua mulher, Jobs concordou. Mas sua personalidade se transformou no momento do encontro, segundo o biógrafo Walter Isaacson. Jobs parecia ter mudado de lado, deixado de ser um liberal para se transformar em um conservador.
Jobs atacou Obama durante toda a conversa, conta Isaacson. Ele reclamou da dificuldade das empresas americanas de competirem com as chinesas por conta de burocracias impostas pelo governo, além de criticar o sistema educacional americano, que seria prejudicado "por regras sindicais".

"Enquanto os sindicatos dos professores não forem desmantelados, não existe esperança para uma reforma educacional", afirmou Jobs, que sugeriu que os diretores das escolas tivessem autonomia para demitir e contratar professores. Para ele, os alunos deveriam ter aula em período integral, até as 18h, e por 11 meses no ano.
Depois, Jobs sugeriu que Obama se encontrasse com outros "seis ou sete" CEOs de companhias de tecnologia, para entender a necessidade das empresas americanas de setores de inovação. Quando a Casa Branca assumiu a organização do evento e decidiu chamar mais pessoas, Jobs reclamou e disse que não iria mais ao encontro.

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